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Hospital é reconhecido como um dos melhores da América Latina, conquista recertificação ONA nível 1 e recebe selo de excelência em UTI, consolidando a elevação dos padrões de qualidade e segurança no SUS
Foto: Arquivo SecomConstruído e mantido pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia e administrado pelo Einstein Hospital Israelita, o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado (HMAP), unidade da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), encerra 2025 com resultados que reforçam sua posição de referência em qualidade, segurança e eficiência operacional na saúde. Não à toa, o compromisso contínuo com esses pilares garantiu à unidade a recertificação de nível 1 da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a 41ª posição entre os melhores hospitais da América Latina, segundo ranking da Intellat.
O prefeito Leandro Vilela destaca a importância do HMAP para a população de Aparecida, que conta com esse Hospital de excelência: “Desde o início dessa gestão, em 2025, a Prefeitura trabalha para fortalecer o nosso “gigante do Centro-Oeste” em todos os níveis e vamos continuar aprimorando cada vez mais a atenção prestada às pessoas em toda a nossa rede, tendo o HMAP como o exemplo do que queremos ofertar sempre: uma Saúde Pública humanizada, eficiente e tecnológica. ”
Já o secretário de Saúde, Alessandro Magalhães, reforça que “o HMAP tem alto nível de qualidade, gestão responsável, rigor técnico e cuidado centrado nas pessoas. Os avanços em qualidade, segurança do paciente e qualificação das equipes refletem um compromisso permanente com o acesso, a dignidade e a humanização do cuidado. É um patrimônio do SUS que engrandece a cidade e todos seus habitantes”.
A constante busca pela excelência também se refletiu em outros reconhecimentos importantes, como o Selo UTI Top Performer, que atesta baixa mortalidade e eficiência no uso de recursos. Esses resultados são consequência da aplicação rigorosa de protocolos assistenciais que asseguram maior agilidade no atendimento, ao mesmo tempo em que preconizam segurança e de qualidade.
Alguns exemplos são o protocolo de AVC, que estabelece padronização no atendimento a pacientes com acidente vascular cerebral; o de sepse, que define identificação precoce, coleta de exames, administração imediata de antibióticos e monitoramento intensivo; e o de dor torácica, que padroniza a estratificação de risco, realização ágil de exames e definição da conduta clínica. Já os códigos hemorrágico e cirúrgico visam acelerar a mobilização multiprofissional para controle de sangramentos graves e garantir resposta imediata em situações de emergência cirúrgica, reduzindo riscos e desfechos adversos.
A segurança do paciente avançou de forma consistente, com queda expressiva na infecção pós-operatória (45,8% de redução em relação ao ano de 2024), na pneumonia associada à ventilação mecânica (18,5% de redução em relação ao ano de 2024) e na infecção urinária relacionada a sonda (100% de redução em relação ao ano de 2024, ou seja, não houve registro de nenhum caso em todo ano de 2025). A redução dessas complicações, além de proteger a saúde dos pacientes, também gera economia à unidade, pois diminui o tempo de internação, as reinternações e reabordagens cirúrgicas, contribuindo com o giro de leitos e, consequentemente, com o aceso. “Essa eficiência agiliza o cuidado e permite que as equipes concentrem seus esforços nos pacientes, ampliando a nossa capacidade assistencial de forma segura e humanizada”, afirma Pedro Vieira, diretor médico do HMAP.
O HMAP alcançou também, no mês de novembro, a histórica marca de 1.000 dias sem infecção relacionada à assistência na clínica pediátrica, são quase três anos sem registros do tipo. Além disso, o hospital reforçou seu compromisso com o acesso com a realização de mutirões destinados a reduzir filas cirúrgicas e atender demandas reprimidas da rede pública.
Gestão e governança
Na gestão, o HMAP intensificou o uso de metodologias como o Lean Six Sigma – abordagem de gestão que combina a eliminação de desperdícios, a padronização de processos e a redução de falhas para aumentar eficiência e qualidade – com 18 projetos concluídos e 12 em andamento. Um deles contribuiu com a redução do tempo de espera para cirurgias de pacientes internados, de 7 para 2 dias. A adoção de padrões claros entre setores e o Gerenciamento Matricial de Resultados (modelo de gestão que organiza e acompanha o desempenho do hospital a partir de metas, indicadores e responsabilidades claramente definidos entre as áreas) fortaleceram a governança, garantindo produtividade, transparência e resposta ágil aos indicadores.
A operação também ganhou solidez com investimentos estruturais, como a segunda sala de hemodinâmica. Na experiência do paciente, o hospital manteve NPS acima de 91 (índice de satisfação do paciente), sendo o maior NPS em relação a todas as unidades Einstein (31 privadas e 35 públicas). O valor reflete a percepção positiva em relação ao padrão de cuidado adotado na unidade, bem como seu compromisso com ações que vão além da assistência médica, com a implementação, por exemplo, de ações de humanização, que incluem o Cine UTI, equoterapia, a sala operatória interativa infantil e atividades do Voluntariado Einstein.
Qualificação de equipes
O desempenho elevado foi sustentado por investimentos robustos na qualificação das equipes. O hospital investiu na implantação do Programa de Desenvolvimento de Líderes, concessão de bolsas de pós-graduação e intensificação de treinamentos de suporte à vida (PALS, ACLS, HCRM), além de capacitações em metodologias como a Lean Six Sigma por meio do Ensino Einstein.
Para o próximo ano, o HMAP pretende elevar o nível de acreditação ONA, ampliar as frentes de Ensino e Pesquisa na unidade, com participação em estudos nacionais e internacionais, e investir em tecnologia para dispensação de medicamentos. “O HMAP foi a primeira gestão pública do Einstein fora de São Paulo e provou que esse modelo é replicável. Nossos resultados representam uma conquista para Aparecida de Goiânia e para uma gestão que coloca o rigor técnico do Einstein a serviço da saúde pública”, conclui o diretor médico do hospital, Pedro Vieira.