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Monitoramento contínuo e controle de fluxo em tempo real implantados pela gestão Vilela reduzem riscos e ampliam a eficiência assistencial
Foto: Arquivo HMAPO Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado (HMAP), unidade da Secretaria Municipal de Saúde, construído e mantido pela prefeitura e gerido pelo Einstein, implantou, com o apoio da organização, dois centros estratégicos que chegam para aprimorar a gestão e assistência na unidade: o Centro de Monitoramento Operacional e Assistencial (CMOA) e o Centro de Controle Operacional (CCO). A iniciativa integra vigilância clínica contínua e gestão operacional em tempo real, com foco na segurança do paciente e na ampliação do acesso ao cuidado.
“Nosso compromisso é garantir que cada paciente receba um atendimento cada vez mais seguro, ágil e eficiente. A implantação dessas ferramentas reforça a qualidade da assistência prestada no HMAP, que hoje é reconhecido pelo Ministério da Saúde como o hospital que mais realiza cirurgias eletivas em todo o Brasil. Estamos investindo em inovação e gestão para ampliar o acesso ao cuidado e oferecer mais dignidade à população que depende do SUS”, afirma o prefeito Leandro Vilela.
“O CMOA e o CCO fortalecem a capacidade do hospital de antecipar riscos, organizar fluxos e utilizar os recursos de forma mais inteligente. Isso se traduz em benefícios diretos para os pacientes, com respostas mais rápidas, maior segurança durante a internação e redução do tempo de espera por leitos e procedimentos. É uma iniciativa que alia tecnologia, gestão e cuidado centrado nas pessoas”, destaca o secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães.
O processo envolveu definição de fluxos, implantação de indicadores, construção de dashboards e capacitação das equipes, visando fomentar uma cultura de monitoramento ativo e tomada de decisão baseada em dados.
Prevenção
O CMOA é responsável pelo monitoramento contínuo dos pacientes internados nas clínicas médica e cirúrgica. O acompanhamento ocorre por meio da escala NEWS (National Early Warning Score), ferramenta internacionalmente utilizada para identificar de forma precoce sinais de deterioração clínica. A partir de parâmetros como frequência respiratória, saturação de oxigênio, pressão arterial, temperatura, frequência cardíaca e nível de consciência, o sistema gera alertas automáticos sempre que há alteração relevante. Ao identificar um risco, a equipe do CMOA, que fica na unidade privada do Einstein em São Paulo, aciona imediatamente a equipe assistencial da unidade, que realiza a avaliação à beira leito e define as condutas necessárias.
“O CMOA funciona como uma camada adicional de segurança. Ele não substitui a equipe, mas sinaliza riscos para que a intervenção ocorra de forma mais rápida e direcionada”, explica a gerente assistencial do HMAP, Lorrana Oliveira.
O objetivo é prevenir a deterioração clínica dos pacientes internados em enfermarias, evitando intercorrências e transferências para a UTI. “Na prática, o paciente passa a contar com um sistema estruturado e mais estratégico de vigilância, que favorece respostas mais ágeis e fortalece o raciocínio clínico da equipe”, acrescenta Lorrana.
Gestão em tempo real
Complementando o monitoramento assistencial, o CCO atua como a “torre de controle” do hospital, acompanhando em tempo real indicadores como taxa de ocupação de leitos, tempo médio de permanência, previsão de altas, higienização de leitos, fila de regulação e programação cirúrgica. Com essa visão integrada, a unidade reduz o tempo entre a saída de um paciente e a entrada de outro, evita cancelamentos de cirurgias por falta de leitos e impede que eles permaneçam ociosos por falhas de fluxo ou comunicação interna.
Para o paciente regulado, o CCO significa acesso mais rápido ao leito. Isso porque o hospital deixa de trabalhar apenas com a ocupação atual e passa a atuar também com previsão de disponibilidade, por meio do monitoramento estruturado das altas hospitalares. Essa gestão prospectiva permite organizar entradas de forma mais eficiente, reduzir o tempo de espera e qualificar o acesso ao cuidado especializado.
Na prática, o monitoramento em tempo real já permitiu ajustes concretos. Ao mapear cada etapa do processo, o CCO reorganizou fluxos internos, priorizou exames de pacientes com alta prevista e reduziu significativamente o tempo de espera, liberando leitos com maior agilidade. Situações que antes levavam dias para serem percebidas passaram a ser identificadas em poucas horas.
“Quando reduzimos o tempo de permanência com segurança e melhoramos o giro de leitos, ampliamos o acesso. Isso significa atender mais pessoas com a mesma estrutura física”, destaca Pedro Vieira, diretor do hospital. Estruturas como essas posicionam o HMAP em um patamar diferenciado dentro do SUS. “A integração entre vigilância clínica e gestão operacional consolida um modelo baseado na prevenção de riscos, na eficiência e no foco permanente no paciente”, avalia o diretor.
No Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch – M’Boi Mirim, em São Paulo, o CCO já é uma realidade desde 2023. Com a implantação do Centro de Controle Operacional (CCO), o Hospital reduziu em 23% o tempo médio de liberação de leitos. Já o CMOA existe no Morumbi desde 2020 e está conectado ao HMAP desde 2025. No médio prazo, está prevista, ainda, a utilização de inteligência ampliada e algoritmos preditivos para a antecipação de altas hospitalares.
“O CMOA e o CCO representam uma mudança estrutural na forma de cuidar e gerir. Estamos trazendo previsibilidade, organização e mais segurança para a assistência, com uso inteligente dos recursos públicos”, afirma Pedro Vieira.